O treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, compareceu nesta quarta-feira (2) a um tribunal de Madri, capital da Espanha, para responder a uma acusação de fraude fiscal que pode lhe render uma condenação a quase cinco anos de prisão.
O técnico italiano é acusado de ter sonegado cerca de 1,1 milhão de euros (R$ 6,7 milhões) referentes a 4,1 milhões (R$ 25,1 milhões) obtidos com direitos de imagem entre 2014 e 2015, durante sua primeira passagem pelo clube merengue.
O valor, de acordo com o Ministério Público, foi repassado a Ancelotti por meio de uma rede "complexa e confusa de fundos e empresas intermediárias" fora da Espanha para evitar o Fisco. Além disso, ele não declarou a posse de imóveis no exterior em seu imposto de renda.

A acusação pede uma pena de quatro anos e nove meses de reclusão, além de uma multa de 3,1 milhões de euros (R$ 19 milhões), porém existe a expectativa por um acordo que evite a sentença, assim como já ocorreu com outras personalidades do futebol e da música, como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Shakira.
"Nunca quis fraudar o fisco, não percebi que algo estava errado", disse Ancelotti durante a audiência. Segundo ele, o pagamento de direitos de imagem em paraísos fiscais foi proposto pelo próprio Real Madrid, sistema que é utilizado "por todos os jogadores" e até por José Mourinho, ex-técnico merengue.
O italiano treinou o Real Madrid entre 2013 e 2015 e depois voltou ao Santiago Bernabéu em 2021. Com o clube, conquistou duas taças em La Liga, três na Liga dos Campeões, três no Mundial de Clubes da Fifa, três na Supercopa da Uefa, duas na Copa do Rei e duas na Supercopa da Espanha.
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