O presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou nesta terça-feira (18) seu desejo por "uma paz justa na Ucrânia, que não seja fictícia ou frágil".
A declaração foi dada durante visita a Montenegro, na esteira das negociações entre Estados Unidos e Rússia na Arábia Saudita, sem a presença de Kiev e da Europa, para resolver o conflito no leste europeu.
"A esperança é que se chegue a uma paz justa na Ucrânia, que não seja fictícia ou frágil", disse o chefe de Estado italiano.
"A posição italiana sempre foi clara e límpida: a do respeito pelo direito internacional e pela soberania de cada Estado. Isso foi a base do apoio de Roma a Kiev, ao lado da esperança de que Moscou volte a desempenhar seu papel na comunidade internacional", afirmou.
Mattarella também lembrou que, quando a Ucrânia se tornou independente, com o consentimento russo, foi feito um acordo por meio do qual Kiev disponibilizou uma grande quantidade de armas nucleares a Moscou, em troca do respeito à sua integridade territorial.
"Gostaríamos de ver esses compromissos e acordos restaurados", concluiu o presidente da Itália, que tem sido alvo de ataques do governo de Vladimir Putin por um comentário feito há alguns dias na França, quando comparou a invasão russa com o "projeto do Terceiro Reich na Europa".
Tajani se posiciona e cobra 'posição clara' da UE
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, questionou a quantidade de reuniões para debater a guerra na Ucrânia e elogiou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
“Em tempos difíceis, não devemos ter medo e nem realizar cúpulas continuamente, mas, sim, precisamos de um projeto, ser determinados, sempre permanecer firmes com nossos aliados americanos e, quando houver uma negociação, permanecer firmes com os russos também para garantir a segurança da Ucrânia e da EU”, disse o político ao Cinque Minuti.
O chanceler italiano ainda destacou que provavelmente será necessária uma reunião do bloco europeu para tomar uma “posição clara”.
Tajani também expressou seu apreço pela iniciativa de Rubio, principalmente por confirmar a importância da estreita coordenação entre os Estados Unidos e a Europa no dossiê ucraniano e nas questões de segurança do continente.
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