Os líderes de alguns países europeus, incluindo Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, se reuniram nesta segunda-feira (17) no Palácio do Eliseu, em Paris, para uma cúpula informal sobre a Ucrânia e a defesa do continente convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron.
Um dos poucos participantes que falaram sobre a reunião, o premiê britânico, Keir Starmer, disse à emissora BBC que o destino de Kiev "não é apenas uma questão do futuro" da nação, mas "existencial para a Europa como um todo".
O chefe de governo ainda mencionou um "ponto de virada geracional para a segurança coletiva europeia e britânica", além de ter insistido que apenas uma "paz duradoura que proteja a soberania ucraniana atuará como um impeditivo para futuras agressões de Vladimir Putin", presidente russo.
Starmer também defendeu a abordagem dos Estados Unidos, deixando claro que "não era surpresa" que o mandatário do país, Donald Trump, quisesse que a Europa se envolvesse mais nesta questão "para sua própria segurança".
O britânico ainda destacou que uma "rede de segurança americana" continua sendo necessária para garantir um acordo de paz no leste europeu, já que "somente uma garantia dos EUA poderá efetivamente impedir a Rússia de atacar novamente".
O chanceler alemão, Olaf Scholz, foi outro líder que falou com a imprensa após a cúpula informal. O político defendeu que "não pode haver paz imposta que a Ucrânia tenha que aceitar".
"Está claro para nós que o país deve seguir seu próprio caminho na União Europeia, deve ser capaz de defender sua democracia e soberania e ser capaz de manter um Exército forte. Tudo isso é inegociável", declarou.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte , escreveu nas redes sociais que a Europa está "pronta e disposta a dar um passo à frente" e "fornecer garantias de segurança à Ucrânia", além de "investir muito mais".
Embora tenha participado das conversas, Meloni ainda não falou publicamente sobre o encontro com os aliados na capital francesa. No entanto, foi a única líder a deixar o local acompanhada até seu carro por Macron. Os dois sorriram um para o outro repetidamente e, quando chegaram ao veículo, se abraçaram e trocaram beijos no rosto.
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