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Zelensky quer garantia para negociar plano de Trump sobre guerra

Zelensky quer garantia para negociar plano de Trump sobre guerra

Declaração foi dada após ligação entre republicano e Putin

ROMA, 10 de fevereiro de 2025, 09:58

Redação ANSA

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Zelensky deu entrevista sobre possível negociação com Trump - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Zelensky deu entrevista sobre possível negociação com Trump - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta segunda-feira (10) que estaria pronto para negociar os planos do governo norte-americano para encerrar a guerra, caso haja a garantia de que a América e a Europa não abandonem seu país.
    A declaração foi dada em entrevista após o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre o fim do conflito deflagrado contra o território ucraniano há quase três anos.
    "Se eu soubesse que a América e a Europa não nos abandonarão e nos darão garantias de segurança, estaria pronto para qualquer formato de diálogo", afirmou ele ao canal de TV britânico ITV, citado pelo jornal The Guardian.
    À emissora, Zelensky enfatizou que a Ucrânia não que repetir acordos de paz e negociações que não produziram resultados nos anos que antecederam a invasão em grande escala de Moscou em fevereiro de 2022. E isso significa colocar garantias de segurança em prática.
    "Se houver garantias de segurança, então podemos falar sobre o fim da 'fase quente' da guerra", disse o líder ucraniano, enfatizando a necessidade de "entender que precisamos saber exatamente como essa guerra vai acabar" e "que estamos todos do mesmo lado que a América e a Europa".
    Segundo Zelensky, Trump "não precisa apenas acabar com a guerra, mas precisa agir para que Putin não tenha mais nenhuma chance de travar uma guerra" com a Ucrânia. "Esta é a principal coisa e todos devem reconhecer isso. Seria uma vitória".
    Por fim, alertou que "um conflito congelado levará a mais agressões de novo e de novo". "Quem ganhará os prêmios e entrará para a história como o vencedor? Ninguém. Será uma derrota absoluta para todos, tanto para nós, como é importante, quanto para Trump", concluiu o líder ucraniano.
   

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