O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (19) a participação da União Europeia (UE) nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, deflagrada há quase três anos.
A declaração foi dada pelo petista durante um evento com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no Palácio do Planalto, em Brasília, um dia após as delegações dos Estados Unidos e da Rússia se reunirem na Arábia Saudita para discutir o conflito.
"Acho que o problema da Ucrânia será resolvido em uma mesa de negociação. O papel do [presidente Donald] Trump é negociar.
Ignorar a UE é ruim, muito ruim, porque o bloco se envolveu nessa guerra com muita força. Agora, a UE não pode ficar de fora da negociação", afirmou Lula.
De acordo com o presidente brasileiro, "se Trump estiver realmente comprometido e quiser a paz, ele pode conseguir".
"Acho que a China pode ser um parceiro importante, a Índia pode ser um parceiro importante, e o Brasil também pode contribuir na mesa de negociação", concluiu.
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