O governo dos Estados Unidos desafiou novamente a Justiça e deportou quase 20 supostos "criminosos violentos" para El Salvador.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que as 17 pessoas enviadas para a nação centro-americana são membros das gangues MS-13 e Tren de Aragua, declaradas por Washington como organizações terroristas estrangeiras.
O chefe da diplomacia dos EUA afirmou que os prisioneiros eram "assassinos e estupradores", enquanto o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, declarou que entre os deportados estavam seis pedófilos.
"Esses criminosos não mais aterrorizarão nossas comunidades e cidadãos", comentou Rubio em suas redes sociais, classificando a medida como uma "operação antiterrorista bem-sucedida" e agradecendo Bukele por sua "colaboração inigualável".
O episódio aconteceu algumas semanas depois de um juiz americano ter impedido deportações com base no Lei do Inimigo Estrangeiro, de 1798. O governo de Donald Trump invocou a norma para justificar as ações sem o devido processo legal usual estipulado pela Constituição dos EUA.
Em um vídeo no estilo Hollywood que Bukele postou nas redes sociais, um avião militar de Washington é visto desembarcando prisioneiros escoltados por soldados mascarados. Os homens são forçados a se ajoelhar com as mãos amarradas atrás das costas enquanto são barbeados à força antes de serem colocados atrás das grades.
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