No Rio de Janeiro, tudo está pronto para a feira Laad Defence & Security 2025, onde a ICE (agência para a promoção no exterior e a internacionalização das empresas italianas (ITA - Italian Trade Agency), organiza a participação coletiva italiana com um pavilhão em colaboração com o Ministério da Defesa e a Federação Italiana das Indústrias Aeroespaciais, de Defesa e Segurança (AIAD).
A iniciativa visa consolidar e expandir o mercado do Made in Italy, fortalecendo os laços comerciais bilaterais. O subsecretário de Defesa, Matteo Perego di Cremnago, deverá comparecer à cerimônia de abertura do evento, de acordo com um comunicado de imprensa da ICE.
No Pavilhão Italiano, que será inaugurado na próxima terça-feira (1º), haverá cinco empresas representando as soluções e tecnologias mais inovadoras do Made in Italy para as indústrias de defesa e segurança, enquanto várias outras empresas participarão de forma independente do evento.
A indústria de defesa brasileira movimenta anualmente aproximadamente 70 bilhões de euros, ou 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB), e gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos. No ano passado, Brasília investiu 1,5 bilhão de euros no setor e planeja investir mais 18,8 bilhões até 2026. O setor de segurança, por outro lado, recebeu cerca de 23 bilhões de euros em investimentos em 2023.
A Itália, com uma participação de mercado de 6,1% em 2024, é o quarto maior fornecedor de armamentos e seus componentes do Brasil, com vendas totais de 14,5 milhões de euros (-27,9% em relação a 2023), atrás do Reino Unido (124 milhões de euros; +137,2%), Israel (20,1 milhões de euros; +31,7%) e EUA (16,4 milhões de euros; -40,5%).
Com 82 milhões de euros em vendas em 2024, alta de 44% em relação a 2023 e equivalente a uma participação de mercado de 2,2%, a Itália é o sexto fornecedor do setor aeroespacial brasileiro, o quarto na Europa, depois da França (388,2 milhões de euros; +85,6%), Portugal (177,2 milhões de euros; +24,6%) e Alemanha (111,6 milhões de euros; +193,6%). (ANSA)
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