Os líderes dos países da União Europeia fazem uma reunião informal nesta segunda-feira (3), em Bruxelas, em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de deflagrar uma guerra comercial contra o bloco.
No último fim de semana, o republicano anunciou tarifas de 25% contra importações canadenses e mexicanas e de 10% contra mercadorias chinesas e prometeu impor sobretaxas contra a UE "em breve".
Oficialmente, a reunião desta segunda-feira trata sobre o tema da defesa, mas o tarifaço de Trump deu o tom das entrevistas antes do encontro.
"Tanto os Estados Unidos quanto a Europa tiram vantagem do comércio de bens e serviços", disse o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, ao chegar em Bruxelas. "Uma coisa está clara: somos uma área econômica forte e podemos responder às tarifas com tarifas", acrescentou.
Já o premiê da Polônia, Donald Tusk, destacou que é preciso fazer "tudo o que for possível" para evitar essa "guerra comercial estúpida e completamente inútil, enquanto o primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, disse que sobretaxas são "sempre negativas", mas que a resposta deve ser "com as mesmas ações".
A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, também abordou o tema e afirmou que "é a China quem ri" na guerra comercial de Trump, que dominou o noticiário internacional no fim de semana e provocou retaliações de Canadá e México.
Além disso, o presidente americano determinou o bloqueio de futuros financiamentos à África do Sul, a quem acusa de "confiscar terras de algumas categorias de pessoas", sem entrar em detalhes.
Trump fala de acordo com UE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a União Europeia deseja fazer um acordo com seu país, mas alertou que o pacto precisará ser “justo”.
Em um comentário realizado no Salão Oval, em Washington, o republicano recordou que os EUA possuem um “déficit maciço” com o bloco europeu, mas se queixou que a UE não compra os bens americanos.
“Temos um déficit maciço com a UE, mas ela não compra os nossos bens, os nossos carros e os nossos produtos agrícolas sob o pretexto de pesticidas e outros produtos químicos”, reclamou o mandatário.
O magnata acrescentou que o bloco europeu “abusou dos EUA por anos”, mas “agora querem fazer um acordo”. O presidente, contudo, deixou claro que esse possível pacto deverá ser “justo”.
"A União Europeia é forte. Temos todas as oportunidades para garantir que podemos cuidar dos nossos interesses. Esta é também uma mensagem para os Estados Unidos", declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz, durante uma coletiva de imprensa no final da cúpula.
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