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Plano de paz de Trump 'não é traição' à Ucrânia, diz secretário

Plano de paz de Trump 'não é traição' à Ucrânia, diz secretário

UE reiterou seu apoio a Kiev durante a guerra contra a Rússia

BRUXELAS, 13 de fevereiro de 2025, 16:27

Redação ANSA

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Trump conversou com Putin e Zelensky por telefone - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Trump conversou com Putin e Zelensky por telefone - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta quinta-feira (13) que o seu país está empenhado na paz e que a proposta do presidente Donald Trump de tentar negociar o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia "não é uma traição" a Kiev.
    "Há um reconhecimento de que o mundo inteiro e os EUA estão empenhados na paz, em uma paz negociada", declarou Hegseth antes de uma reunião dos ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas.
    Questionado sobre a posição expressa por Trump sobre as negociações, o chefe do Pentágono enfatizou que "não é uma traição" à Ucrânia. "Ele é o melhor negociador do planeta, só ele pode trazer os poderes à mesa".
    A declaração é dada após ter dito que os EUA provavelmente não apoiariam as principais exigências de paz da Ucrânia, incluindo a retomada de fronteiras anteriores a 2014 e as suas aspirações de longa data de adesão à Otan, que Hegseth considerou "irrealistas" O secretário norte-americano acrescentou ainda que os EUA "reconhecem os esforços" feitos pelos europeus no conflito e estão orgulhosos da Otan.
    "A guerra na Ucrânia foi um chamado para despertar, a aliança deve ser real e atingir 5% do PIB em defesa é essencial, porque a máquina de guerra russa está em operação e é uma responsabilidade europeia reagir", alertou.
    Segundo Hegseth, "os Estados Unidos são um parceiro ativo da Aliança e continuarão sendo no futuro". "Permaneceremos ao lado dos aliados na Europa por uma Otan forte", concluiu.
    Paralelamente, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse ter se reunido com o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, que garantiu que "os ucranianos são firmes e não abrirão mão de sua liberdade e de seu território".
    "A Europa também será firme e continuará apoiando a Ucrânia em sua luta", acrescentou ela em suas redes sociais, enfatizando que "qualquer solução rápida para a Ucrânia é um acordo sujo" que já foi visto antes e não vai funcionar.
    De acordo com Kallas, isso "não vai parar as mortes" e "a guerra vai continuar". "Se fizermos uma comparação, podemos traçar um paralelo com 1938: não é uma boa tática de negociação se você entregar tudo antes mesmo de as discussões começarem. É apaziguamento, e não funciona", concluiu.
   

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